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Carnaval Molhado

por Bruno Custódio, em 28.02.14

Nuvens negras ameaçam disfarçar-se de branco para enganar os intervenientes e público do Carnaval e depois lhes fazer chover em cima..

 

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O Verdadeiro Bico de Pato

por Bruno Custódio, em 26.02.14

A Pringles vai enviar uma embalagem das suas batatas fritas a todas as pessoas que pousaram para o Facebook a fazer o famoso "bico de pato". A intenção da marca é dar a oportunidade a essas pessoas de comer boas batatas e fazer um digno bico de pato..

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O Mestre do Desastre da Culinária (Inspira-me #19)

por Bruno Custódio, em 24.02.14

Partilhe connosco uma fotografia (ou história) de um "desastre culinário" seu.

 

Olá. Hoje o Produto Oficial Não Licenciado vira um blog de culinária e nos próximos xx minutos irei partilhar convosco a aventura de um homem num autêntico palco de guerra, a cozinha. A doce escolha foi para o Pudim de Natas com Leite Condensado e Bolachas Oreo e a escolha do homem recaiu sobre mim. Em primeiro lugar, quem inventou este doce podia escolher um nome mais simples e não colocar lá todos os ingredientes do doce. Já imaginaram se o bolo de iogurte se chamasse bolo de iogurte com farinha ovos (...) e iogurte? Os ingredientes seleccionados para o doce, para além dos mencionados no nome dos mesmo, são 4 folhas de gelatina e leite qb. Não conheço a marca qb. por isso escolhi Mimosa.

Vamos então aprender como se faz, passo a passo:

 

1. Picar as bolachas bem picadinhas.

Admito que este passo foi particularmente difícil, tendo em conta que as bolachas não têm sentimentos e não se deixam picar facilmente. Eu comecei por mandar umas indirectas à bolacha, depois já mandei umas bocas mais directas a ver se as picava, mas ela manteve-se imóvel em cima da mesa. Fui então buscar uma colmeia e soltei-a sobre as bolachas mas quem acabou picado fui eu. A receita não dizia nada sobre picar o doceiro, por isso sabia que estava a começar com o pé esquerdo. Zanguei-me e fiz às bolachas aquilo que se faz ao papel quando não se precisa mais dele, triturei-as até ficar em pó.

 

2. Bater bem as natas até ficarem bem firmes e volumosas e reserve-as no frio.

Depois da violência que foi o passo 1, a receita convida a mais violência. Peguei num pacote de natas e dei-lhe um murro e toda a parede da cozinha ficou suja de natas. Foi um adversário bastante fácil, embora me tenha apresentado na luta ainda com as lesões sofridas com as abelhas bem visíveis. Decidi não ser tão violento e bati mais devagar nos pacotes de natas seguintes. Suponho que com "firmes e volumosos", a receita se referia aos galos provocados pelas pancadas de que as natas seriam alvo e que, com "frio", se referia ao gelo normalmente colocado nestas ocasiões. Como não tinha gelo fui colocá-las no frigorifico.

 

3. Meter as folhas de gelatina em água fria durante 5 minutos, passado o tempo dissolva a gelatina num pouco de leite morno, o suficiente para as dissolver e reserve.

Depois de toda a violência imposta nos primeiros passos, este parecia-me mais pacífico. E mantive essa ideia até ter levado um estalo de uma das folhas de gelatina por a ter colocado num dia de Inverno numa tigela com água fria. A coitada estava toda arrepiada. Fechei as janelas e fui buscar um aquecedor para minimizar um pouco os efeitos da água fria e ela, aos poucos, lá foi entrando no recipiente. Ao fim de 5 minutos retiro a gelatina que grita para libertar toda a energia concentrada em si, usada para aguentar todo aquele tempo na água fria. 5 minutos em água no Verão parecem 10 segundos, mas no Inverno parece uma eternidade. Coloquei então a pobrezinha noutro recipiente com água quente e aquilo que parecia uma gelatina relaxada passou ser uma gelatina doente, pois esta era intolerante à lactose e pouco depois de ter entrado em contacto com o leite deu-lhe uma coisinha má.

 

4. Juntar o leite condensado, as bolachas e a gelatina às natas e envolver com cuidado.

Já tinha tido problemas com as bolachas, com as natas e com a gelatina por isso foi com um pouco de receio que me dirigi à lata do leite condensado. Felizmente não deu problemas e misturei o seu conteúdo aos restantes ingredientes. Enquanto os misturava, apercebi-me que o conteúdo do recipiente estava a desaparecer pois os ingredientes estavam a comer-se uns aos outros. Dei um murro na mesa, gritei de dor e, com a outra mão, peguei na torneira da água fria. O medo da sensação de frio fê-los parar e eu continuei para aquele que foi um passo muito intenso porque...

 

5. Passe uma forma por água fria e deite o preparado na forma e leve ao frigorifico até solidificar.

Fui a um livro infantil e cortei os olhos de uma das personagens para colar na forma, de modo a poder fazer uma troca de olhares intensos com esta. Ela sabia o que a esperava, um banho de água fria numa tarde de Inverno. Ela tinha acabado de ver o que tinha acontecido á gelatina. "Não vai doer", disse-lhe eu enquanto via os olhos medrosos dela que deram lugar aos olhos de quem faz beicinho. Não sabia como vencer aquela luta até que uma lâmpada se acendeu sobre mim. Fui ao mesmo livro e fui cortar os olhos da personagem mais alegre da história. Colei no lugar dos outros olhos e vi na forma a felicidade e percebi que ela queria muito ir para a água fria e ajudar-me a acabar o doce. É bom ver que ainda há quem goste de ajudar os outros.

 

6. Depois de pronto, molhe a forma num pouco de água quente para o pudim se descolar e meta numa travessa.

Decidi recompensar a forma pela ajuda prestada no passo anterior e dei-lhe um banho de água quente. Ela deu-me o doce pacificamente e coloquei-o numa travessa.

 

7. Regue com caramelo liquido ou raspas de chocolate.

Se quiserem que o doce cresça, faça como nas plantas, e regue o doce também com água. Este é o resultado final da minha aventura:

Hmmm.. e estava delicioso!

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Correio de Amanhã #13

por Bruno Custódio, em 23.02.14

CAMAS EM PROTESTO BOICOTAM SONO

 

Cerca de 10 mil camas portuguesas fugiram dos seus quartos durante a madrugada de Domingo enquanto os seus donos se divertiam na noite, revoltadas com a falta de amor que estes lhes demonstram. Também esta noite cerca de 200 mil camas se desmontaram enquanto os seus donos lá dormiam, naquele que já é considerado o grande movimento revolucionário do século. A líder desta revolução, a cama de um adolescente de Vizela, explica que toda esta revolta se deve ao gozo que os sentimentos das camas têm sofrido ao longo dos anos.

Todos os dias os nossos "donos" nos juram amor eterno, que não sabem viver sem nós, mas todas as manhãs nos abandonam para nos trocar por cadeiras, sofás entre outras coisas. E depois apenas vêm ter connosco à noite para cumprir as suas obrigações. Grande parte das camas aqui presentes dizem que há homens e mulheres que fazem o mesmo com os seus parceiros. Nós também temos sentimentos e chega de brincar com eles. Nós não precisamos disto. Nós queremos alguém que diga que nos ama e que mostre que nos ama. Ainda no mês passado, o Jorge, o rapaz a quem eu "pertenço", levou a namorada, a Carolina, lá a casa. Eu até gosto da menina, ela é muito querida e simpática e tira sempre os sapatos antes de vir para cima de mim, mas não gostei da atitude dele quando naquele dia decidiu fazer amor com a rapariga no sofá. EU SOU MAIS CONFORTÁVEL QUE O SOFÁ!!! Naquela tarde eu apenas servi como alvo quando o menino chegou a casa e me atirou com a mochila da escola em cima.

A partir desse dia falei com outras camas na mesma situação que eu e juntas organizámos esta revolta, para mostrar que connosco não se brinca. Escolhemos o Sábado à noite, quando o pessoal gosta de sair de casa e nos deixa a viver sozinhas o frio da noite de Inverno e fugimos para eles sentirem um pouco do seu gelo quando chegassem a casa, talvez já de manhã. Os donos das outras camas que faziam parte do movimento não saíram esta noite, por isso as camas desmancharam-se exactamente 666 segundos depois de eles para cima delas terem subido. 

Ao longo do dia as camas foram-se entregando aos sem abrigo deste país e espera-se que este movimento se alastre por todo o mundo, naquela que é a primeira revolta imobiliária da história e que poderá marcar um ponto de viragem entre o Homem e a sua mobília.

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O Não Dia do Juízo Final

por Bruno Custódio, em 22.02.14

Ao contrário do que muita gente diz, não haverá na história um Dia do Juízo Final. Porquê? É simples, nunca haverá juízo neste mundo..

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O Futuro do Berlinde

por Bruno Custódio, em 20.02.14



O jogo do berlinde irá sofrer algumas alterações num futuro próximo, de modo a acompanhar os "avanços" da sociedade. Para dinamizar o jogo e tirá-lo do espaço terrestre, que conta com buracos cada vez maiores para a prática do jogo, o berlinde passará a ser atirado pelo ar e terá como objectivo acertar nos buracos das orelhas abertas por alargadores e afins. O mentor desta ideia justifica a acção com "o tamanho enorme que os buracos no solo estão a tomar, impróprios para jogar ao berlinde, a não ser que este seja jogado com uma bola de basket. Encontrei nestas orelhas alargadas o tamanho ideal para jogar ao berlinde, tem as medidas exactas dos buraquinhos que faziamos na terra quando eramos pequenos. E o meu filho está a pensar colocar um alargador, com acho que ele não vai querer levar com berlindes na cabeça, esta medida poderá afastá-lo da ideia." Resta agora esperar para ver como será a aderência dos mais jovens a estas novidades num jogo que anima as crianças há várias gerações.

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Insónia

por Bruno Custódio, em 19.02.14

Eu acho que o sono tem um horário de trabalho igual ao comum dos trabalhadores. Trabalha ali muito bem das 8 às 18, por volta disso, e depois quando chega a noite desaparece e vai-se embora, ninguém sabe dele..

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