Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Conto de Natal

por Bruno Custódio, em 22.12.11

IV

 

Alberto João Jardim entra com Vasco da Gama dentro daquela que era a antiga casa de Alberto João Jardim, que se mostra muito assustado com a sua situação.

 

-Não estejas assustado. Ninguém te vai conseguir ver.

 

Na sala de estar estava toda uma familia reunida. Pareciam todos muito divertidos e Jardim estava entre eles. O Jardim adolescente, de 17 anos, também ele muito divertido.

 

-No Natal a minha familia reunia-se sempre para jogar jogos e termos um dia bem passado. O tio Jacinto ficava sempre bebâdo e cantava para nós ao final do dia. Bons velhos tempos.

-Realmente eras muito feliz neste tempo. Hoje passas a imagem dum homem poderoso para as pessoas, mas não passas de um velho revoltado com a vida, na busca de um passado que tens vontade e medo de recuperar. Olha bem para o que vais fazer neste momento.

 

Jardim fixa o olhar no Jardim de 17 anos. Este jogava ao lado do seu primo Roberto, que estava a controlar a banca. Roberto distrai-se por um instante com as brincadeiras da prima Alcinda, de 4 anos, e Jardim tira 2 notas à banca, gesto que vinha a repetir ao longo da tarde, quer na banca, quer na avó Manuela, também ao seu lado.

 

-Uma pequena batota, não faz mal nenhum. Está dentro do espirito de jogo. Eu era um bom malandro e ainda hoje mantenho essa faceta.

-Claro que uma pequena batota não faz mal.

-Então para quê toda esta peixeirada?

-Não estou a armar esta peixeirada, como tu lhe chamas, por causa de um pequeno roubo no Monopólio. O problema é que levaste toda a vida como se um jogo de Monopólio se tratasse. Uma pequena nota aqui, uma pequena nota ali e lá foste acumulando até chegar ao topo. A diferença é que no Monopólio fazias bons investimentos.

-Tu não percebes o que dizes bandalho.

-Não precisas de ser assim. Tens de aprender a viver com as escolhas que fazes. Por isso é que, quando te acordei, estavas a dormir numa casa e todos os teus familiares se divertiam noutra casa.

-Tira-me daqui, não estou para ser insultado!

-A minha missão aqui já acabou, estás pronto para voltar a 2011. Mas não te esqueças da mensagem. "... Ontem, hoje e amanhã". Ainda vais receber a visita de dois irmãos meus. 

 

Vasco da Gama e Jardim regressam então a 2011. A nota de 5000 escudos desaparece da mão e Jardim fica sózinho no seu quarto. Volta a deitar-se na cama. Na sua cabeça continuava tudo a ser um sonho...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


2 Comentários

Imagem de perfil

De Raquel a 23.12.2011 às 11:48

a nota de história é mesmo o meu orgulho, mas não apaga o 15 a português (que devia ser 16, mas de qualquer maneira ia continuar a ser uma vergonha, tendo em conta que acabei com 18 no 10º)
Sem imagem de perfil

De Jessica a 23.12.2011 às 12:58

Realmente... lol mas ao natural já deves ter visto no facebook lol por acaso acho que não tenho fotos sem maquilhagem por lá, mas já tive eheh

Comentar post




Mensagens

Calendário

Dezembro 2011

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D